quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Pois é


Sobre mim: já fui muita coisa em pouco tempo.

Eu era uma pessoa que preocupava demais com o que as pessoas pensariam se eu fizesse isso, se eu vestisse aquilo, se eu fosse assim, se eu.

Já fiquei super preocupada com “defeitos” que eu tinha: cabelo volumoso e cacheado, o meu peso (com 12 anos), com o meu nariz, até com o formato do meu rosto e dos meus olhos eu já preocupei e tentei disfarçar (com 13). Acho que tenho o direito de não me preocupar com nada pelo resto da minha vida e tal.
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Eu tenho 14 anos. Então, fazer um post sobre minha vida parece um pouco, digamos assim, ridículo. Mas tá.
Há 1 ou 2 anos, descobri o blog da Lola, não sei direito como, mas isso não importa. Só importa que o blog me fez muito bem. Sabe todas as piadinhas, o fato das pessoas quererem que você seja alguma coisa só por você ser mulher (ou negro, ou feio, ou gordo, enfim)? Então, tem gente que luta contra isso.

Agora, nesse ano ocorreu uma das melhores mudanças. Na verdade, mais de uma. Nas férias de janeiro estava sem nada para fazer e fui ler uns posts antigos (mas que eu já tinha lido) do Escreva Lola. Aí tinha o post que ela citava o blog Ludmilismos. Fui lá e uma luz caiu sobre mim (eufemismo básico). Eu não preciso ser bonita! Esqueça as calças justas, os sutiãs de bojo(eu tinha 12 quando passei a usar isso, não me pergunte porque), os sapatos da moda que detonam o pé, as maquiagens, o cuidado exagerado com as unhas, porque né, ninguém repara nelas mesmo. Levei o celular para cama e li o blog inteiro.

Nunca fui daquelas pessoas super vaidosas (comparando com as que eu conheço). Mas houve uns meses no começo do ano passado, quando eu era amiga de uma menina vaidosa e “popular” que eu quis ser mais ou menos como ela. Passava maquiagem para ir para escola, apertava as pernas das calças, fiz mechas no meu cabelo, que ficaram horríveis, mas estava na moda, é o que importa. O blog me fez ver que, sei lá, talvez ninguém além de mim se importava com os meus “defeitos”.

Agora vivo mais leve, acho. Pra quê se importar com o frizz do cabelo da fulana, com a pele da siclana e com a unha da beltrana? Já foi a época em que eu sentia orgulho de saber os nomes dos modelos de sapatos existentes. Hoje sinto orgulho de saber as características culturais dos países asiáticos, beijos.

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